Rio de Janeiro / RJ - sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Tireóide

 O que é a Tireóide ?

 

A tireóide normal do adulto é constituída de dois lobos unidos por um istmo. A glândula possui localização anterior e caudal com relação às cartilagens da laringe (localizada no pescoço abaixo do “pombo de adão”). A tireóide pesa aproximadamente 15 a 20g no adulto.

 

Histologicamente, é composta de microunidades esféricas compactadas, os folículos, ricamente vascularizados e que contém no seu interior uma estrutura proteica, o colóide, o maior componente da massa tireoidiana. Além das células foliculares, a tireóide contém também as células C ou parafoliculares, que produzem calcitonina.

A função da tireóide é produzir os hormônios tireoidianos necessários à demanda diária do organismo. E essa função é regulada principalmente pela secreção hipofisária do hormônio tireotrófico ou tirotrofina (TSH).

 

O iodo é o elemento essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos; é proveniente da dieta, absorvido no trato gastrintestinal na forma de iodeto e transportado ativamente a partir da corrente sanguínea para as células da tireóide.

A tireóide pode apresentar alteração na sua morfologia (doença nodular) e/ou na sua função.

 

Na morfologia, seria a presença de nódulos. Os nódulos de tireóide são extremamente comuns. A prevalência de nódulos palpáveis em dois estudos populacionais, Framingham, nos EUA, e Whickham, na Inglaterra, respectivamente, é de 4,2% e 3,2% dos habitantes, sendo maior nas mulheres que nos homens.

A maioria dos nódulos tireoidianos é causada por doenças benignas (80%), além de neoplasias foliculares benignas (10% dos casos), ao passo que 5% dos pacientes são portadores de câncer de tireóide.

 

Dessa forma, a grande importância clínica nessa situação é diferenciar os nódulos benignos dos malignos, já que somente 5 % dos nódulos diagnosticados (um em cada 20) apresentam-se como lesões malignas.

 

Já as alterações na função, seria a produção exagerada ou deficiente dos hormônios tireoidianos. O hipertireoidismo se caracteriza por um quadro de hiperfunção da glândula tireoíde com um aumento na produção, secreção e concentração sérica dos hormônios tireoidianos. E o hipotireoidismo é uma síndrome clínica resultante da diminuição da produção e da redução dos níveis circulantes de hormônios tireoidianos, provocando deficiência nos tecidos-alvo.

 

Sintomas como aumento do volume do pescoço, queda excessiva de cabelos, alterações no padrão da menstruação, nervosismo, insônia ou sonolência, alterações no ritmo intestinal, coração acelerado ou desacelerado, perda ou ganho de peso, fraqueza muscular, excesso de frio ou de calor podem revelar distúrbios.